“encontro no
ciclo” da Abelha
entre fardo e entrega
habitam a urgência da criação.
Tecem dourado,
no eco do silêncio
a resistência delicada,
que enfrenta tempestades.
Na mitologia,
eram mensageiras entre deuses e homens,
dançando sobre o efémero
alimentando terra e amanhã.
Seguem,
apesar do inverno
sabendo o peso de existir.
Nos corpos o labor mudo
Como as mulheres que doam
o corpo ao ciclo das estações,
as que erguem o mundo,
as que de si se despedem,
as que habitam o limiar
entre a criação e o fim.
E quando o ferrão perfura,
quando o fim chega,
entregam-se
à queda, ao abismo,
ao último voo sem recuo,
sabendo que, na terra que deixam,
algo floresce.
“encontro no ciclo”
da Abelha

“encontro no ciclo”da Abelha
“encontro no ciclo” da Abelha surge do fascinante gosto pela vida destes pequenos seres – um movimento constante que atravessa flores e mudanças de estação, é o início desta história.
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